terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os Golfinhos do Sado


Os golfinhos do Sado são também conhecidos como Roaz ou Roaz-corvineiro, sendo o seu nome científico Tursiops trucatus. O nome comum destes animais encontra-se associado aos hábitos alimentares, por se alimentarem de corvinas mas também porque tinham o hábito de rasgar as redes dos pescadores em busca de alimento. A sua dieta é muito variada, desde chocos a tainhas, caranguejos, lulas, entre outros, ingerindo cerca de 20 Kg de alimento por dia. Eles têm o hábito de caçar podendo ser em grupo, ou sozinhos. As fêmeas destes golfinhos têm um tempo de gestação de 11 a 12 meses. A cria, apenas uma, nasce com cerca de 80 centímetros, sendo levada à superfície para aprender a respirar. São muito activos e frequentemente acompanham os barcos à proa, podem chegar a atingir mais de 40 Km/h a nadar. Normalmente as fêmeas têm maior longevidade que os machos, podendo viver até 45 anos. Não têm sido poupados esforços para manter esta população de golfinhos na Reserva Natural do Estuário do Sado, uma vez que esta é relativamente pequena podendo entrar em declínio. É importante preservar os ecossistemas para que não hajam desequilíbrios, evitando a extinção de algumas espécies que podem advir da extinção de outras. A NATUREZA É UM BEM COMUM QUE DEVE SER PRESERVADO.

domingo, 14 de dezembro de 2008

"A Mais Bela História do Mundo – Os Segredos das Nossas Origens"

A Mais Bela História do Mundo – Os Segredos das Nossas Origens, é um livro de Hubert Reeves, Joel de Rosnay, Yves Coppens e Dominique Somonnet (editora gradiva – Ciência Aberta, 3.ª edição – Outubro de 2006, Lisboa), em que cada um destes autores dá o seu testemunho sobres as diversas áreas que compõem a história do mundo. O livro encontra-se dividido em três Actos, e cada um deles aborda um tema diferente, não deixando de estar descontextualizado com o principal objectivo que é retratar a “história do Mundo”. Os autores estão como que a dar uma entrevista e a responder a questões que são fundamentais para a compreensão da tal “história do Mundo”. Penso que este tipo de organização facilita a leitura, não tornando o texto tão maçudo. O primeiro Acto fala sobre o Universo, contando todos os pormenores, as teorias da sua formação e tudo o que o compõe; o segundo acto retrata o tema A Vida onde também é explorado este tema falando da sua origem, seguindo-se o terceiro acto onde O Homem é a personagem principal. Cada acto encontra-se subdividido em cenas com subtemas relacionados com os actos.
Após ter lido o livro na totalidade, foi possível verificar que este é um livro que abrange não só a área da biologia, mas também as áreas da química, geologia e até física sendo interessante para qualquer amante das ciências a sua leitura. Achei particularmente interessante o excerto “Se reduzirmos 4500 milhões de anos do nosso planeta a um único dia, supondo que este começou ás 0 horas, a vida surge pelas 5 horas da manhã e desenvolve-se durante todo o dia. Somente pelas 20 horas vêm os primeiros moluscos, depois, ás 23 horas, os dinossauros, que desapareceram ás 23.40, deixando o campo livre á evolução rápida dos mamíferos. Os nossos antepassados só surgiram nos últimos cinco minutos antes das 24 horas e vêem o seu cérebro dobrar de volume no último minuto. A revolução industrial começou á apenas um centésimo de segundo!”. Através desta passagem do livro podemos averiguar que o surgimento e a formação da vida na Terra não foi um facto tão fácil de acontecer como ainda há quem pense.
A capa deste livro relaciona-se com o conteúdo do mesmo, mostrando-nos que a vida está relacionada com o Universo. Inicialmente há uma abordagem sobre o cosmos, a teoria do big bang. O Universo, a organização deste em galáxias, sistemas solares e até á formação da Terra são os primeiros temas do livro. Para o aparecimento da vida, era necessário que houvessem condições ambientais que o permitissem. O aparecimento de água no estado líquido foi um princípio, seguindo-se a formação de uma atmosfera. Stanley Miller consegui provar através de um trabalho experimental de laboratório que antes de surgir vida concretamente, foram primeiro formadas as grandes moléculas que fazem parte dela. Segundo Joel de Rosnay, a vida surge primeiramente em lagoas e pântanos e não nos oceanos como antes se acreditava. Sendo estes seres aquáticos houve necessidade de sair da água devido a factores como a competição por alimento, por exemplo. Começam então a surgir os primeiros seres vivos terrestres (animais e plantas). É de realçar que, ao longo de toda esta história que vai sendo contada, a teoria da selecção natural de Darwin vai sendo fundamentada pelos factos descritos e há passagens ao longo do livro em que este e a teoria são mencionados. Posteriormente a terem surgido os seres vivos terrestres, houve uma rápida evolução da vida, originando seres de maior porte como os mamíferos. O homem como actualmente é conhecido foi o último a ser originado. Os antepassados do homem são oriundos da África. Pensa-se que o homem é oriundo de uma espécie que foi o antepassado comum de duas linhagens, a dos macacos superiores africanos e a dos pré-humanos, e depois dos humanos. Houve vários processos que fizeram com que as características anatómicas se alterassem, Yves Coppens foi um dos descobridores do fóssil mais estudado até hoje, Lucy (1974), o esqueleto menos incompleto que foi analisado. Conclui-se então que, este livro aborda vários temas e recorre a várias ciências para explicar os processos que ocorreram para formar tudo o que hoje existe usando várias teorias.

sábado, 13 de dezembro de 2008

"George o Solitário" Procura Parceira


Foi nas ilhas Galápagos, no Equador, que Charles Darwin encontrou a chave para sustentar a sua teoria a evolução das espécies. Hoje, seja pelas tartarugas gigantes como o “solitário George”, pelo legado de Darwin ou pela moda dos cruzeiros de luxo, este frágil ecossistema classificado Património da Humanidade é dos locais mais visitados de todo o Equador.
“O solitário George”, uma tartaruga gigante com aproximadamente 80 anos, vive na Ilha Pinta. Este animal que pode viver até aos 200 anos, corre risco de extinção uma vez que não se conhecem mais exemplares da sua espécie (geochelone nigra abingdonii). O problema é que as tartarugas só acasalam com tartarugas da mesma espécie, o que fez com que o George tivesse rejeitado muitas das “amigas” de espécies semelhantes que lhe foram apresentadas. E nem o facto de ter dois pénis, utilizando o que lhe der mais jeito, tem favorecido o acasalamento, que pode durar até quatro horas. A solução é ir tentando que o “solitário George” aprove algumas das tartarugas que com certeza lhe vão continuar a apresentar durante os seus ainda 120 anos de vida que lhe restam!!